apresentação do monólogo Arthur Bispo do Rosário – O Rei

13179362_610346789123956_2665337115355145028_nARTHUR BISPO DO ROSÁRIO “O REI”

Dias 13 e 14 de maio de 2016

Release
O Monólogo Arthur Bispo do Rosário “O Rei” é interpretado por Roberto Boni.
O espetáculo retrata a vida, o processo de loucura e a criação artística de Bispo do Rosá
rio que foi considerado pelos europeus o maior artista plástico moderno do mundo.
Texto, de autoria de Fausto Antonio, é interpretado por Roberto Boni, Ator há 30 anos.
Boni participou do início do curso de Artes Cênicas da Unicamp. Já atuou no Dentro de Pesquisa Teatral – CPT, com Antunes Filho, em São Paulo, tendo recebido diversos prêmios. Também recebeu o diploma Zumbi dos Palmares em 2003, homenagem da Câmara Municipal de Campinas (SP).

Foi membro-fundador e diretor de Canto do Grupo de Teatro e Danças Populares Urucungos, Puítas e Quijêngues, também de Campinas. Participou como arte-educador, pela Fundação Abrinq e em várias instituições e projetos sociais da Região Metropolitana de Campinas

Arthur Bispo do Rosário

O sergipano Arthur Bispo do Rosário viveu por cinco décadas internado em hospitais psiquiátricos, diagnosticado como esquizofrênico. Sua obra surpreendente foi descoberta no início dos anos 80 e ganhou repercussão internacional. Na europa foi considerado o maior artista plástico moderno do mundo. Como esteve internado durante todo o período em que produziu suas obras, não teve influência de qualquer tendência artística, o que valorizou muito suas peças. Chegou a ser comparado ao artista francês Duchamp.
Bispo do Rosário nasceu em Japaratuba, SE, por volta de julho de 1909 (a data é controversa). Instalado definitivamente na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, RJ,
em 1948, Bispo ali permaneceu durante 40 anos, até a sua morte, desenvolvendo artefatos que considerava “um inventário do mundo para levar a Deus”. Suas obras foram pela primeira vez expostas ao público na mostra coletiva “À Margem da Vida”, em 1982, que reuniu obras assinadas por presidários, adolescentes de atos infracionais, idosos e internos de hospitais psquiátricos.
Faleceu no dia 05 de julho de 1989 (quando provavelmente completaria 80 anos) e, daí.
até 1993, foram realizadas seis mostras individuais dos seus trabalhos, que reúnem esculturas, pinturas, bordados e colagens, utilizando os mais diversos materiais, desde
panos até utensílios domésticos. Neste período suas obras foram visitadas por um público estimado em 100 mil pessoas.
Em 1991, trabalhos de Bispo integraram a Mostra Viva Brasil, promovida pelo governo da Suécia, no Kulturhuset, em Estocolmo. Em 1995, ele representou o Brasil na 46ª Bienal de Veneza, principal evento de artes plásticas do mundo. Em 2000, seu trabalho integrou o módulo Imagens do Insconsciente, na Mostra do Redescobrimento Brasil + 500, até 2004
já se contavam 28 exposições que incluíam suas obras.

ARTHUR BISPO DO ROSÁRIO
“O REI”

Sinopse

O personagem, neste monólogo vertigem, confunde-se com o narrador, os fatos surgem, apesar das datas, atemporais, como no fluxo de consciência.
A figura do Bispo, como é mostrada neste texto, comove exatamente porque é direta. A linguagem veicula o delírio: “Não importa o que um homem possa transmitir a outro”. É uma frase chave. O texto, criado a partir da vida e obra do artista Arthur Bispo do Rosário, reafirma a independência estética. A arte é o canal, pensada assim, para transfigurar a vida.
Dessa forma, o motivo autobiográfico está subordinado aos valores cênicos e
dramáticos. A inventividade, no entanto, não destrói a narrativa comovente do personagem.
A linguagem telegráfica e as imagens alucinantes não se subordinam à história biográfica. Recriam, inclusive utilizando-se de flash-back e algumas frases filosóficas, a essência da loucura e de nossa humanidade. Este monólogo recupera a figura de um sobrevivente da criatividade afro, como Jean Michel Basquiat e tantos outros alucinados geniais.

ARTHUR BISPO DO ROSÁRIO
“O REI”

Ficha Técnica

Espetáculo:
Autor – Monólogo Vertigem: Fausto Antônio
Ator: Roberto Boni
Música Tema: Jorge Mateus
Iluminação e Sonoplastia: Xavier
Contra regra: Xavier
Concepção Cênica e Figurino: Zeus Cruz
Cenário: Roberto Boni Produções
Produção Executiva: Marineuse Bonifácio

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