Casarão não será transformado em clube privado, garante Secretaria da Cultura

Casarão não será transformado em clube privado, garante Secretaria da Cultura

Por Susana Dias

08 de julho de 2011

 

Na última terça à noite, numa reunião no Centro Cultural Casarão do Barão com 20 representantes de grupos artísticos de Campinas e a agente de cultura da Secretaria Neusa Aguiar, o diretor de cultura, Gabriel Rapassi, afirmou que o processo de transformação do Casarão num clube privado da Camprev (Instituto de Previdência Social do Município de Campinas) foi suspenso por meio de um ofício enviado pela Secretaria de Cultura ao gabinete do prefeito.

 

Rapassi relatou ter sido surpreendido com a publicação no Diário Oficial, do dia 02 de julho <http://www.campinas.sp.gov.br/uploads/pdf/658307987.pdf>, em que a prefeitura permitia a tramitação do processo de concessão do espaço para a Camprev criar um clube dos Aposentados e Pensionistas do Instituto de Previdência Social do Município de Campinas. Mesmo com uma funcionária no Casarão – Neusa Aguiar, responsável pelas inúmeras atividades culturais que nele acontecem em parceria com artistas e pesquisadores – e com o projeto de criar o primeiro teatro público de Barão Geraldo no espaço, a Secretaria de Cultura de Campinas não teria sido informada, nem consultada, sobre a concessão. Segundo Gabriel Repassi, com a manifestação de interesse da Secretaria em manter o Casarão como casa de cultura, a hipótese da privatização está afastada.

 

Entretanto, a ausência de uma regulamentação das casas de cultura foi destacada por Neusa Aguiar na reunião como algo que gera uma séria vulnerabilidade para o Casarão, bem como para outros centros culturais de Campinas. “Dentro da Secretaria de Cultura, o Casarão está no programa das Casas de Cultura, que não são regulamentadas no organograma da Secretaria, o que implica em não ter centro de custos, não ter orçamento, entre outros”, explica ela. A regulamentação do Casarão garantirá sua manutenção como espaço público voltado à democratização da cultura e da arte, impedindo que novas ameaças de privatização surjam, bem como recursos para seu adequado funcionamento.

 

Apesar de oferecer ao público, gratuitamente, desde 2004, inúmeras oficinas, mostras, exposições, espetáculos e festas populares, e propiciar a diversos grupos de artistas espaços para ensaios, gravações de CDs, reuniões de planejamento e apresentações, o Casarão do Barão sofre com um abandono visível: não conta com um número de funcionários suficiente; tem problemas infra-estruturais e de manutenção hidráulica e elétrica; não possui sequer um computador; não existe acesso à internet; e não há qualquer sinalização em Barão Geraldo, nem mesmo na Estrada da Rhodia ou na entrada do Casarão que permitam sua localização.

 

Dada a urgente necessidade de regulamentação do Casarão do Barão, os grupos de artistas presentes na reunião decidiram criar o Coletivo Casarão e elaborar um projeto que será apresentado à Secretaria de Cultura, tendo em vista a continuidade das ações e projetos já desenvolvidos e a ampliação da participação na gestão. O grupo se reunirá periodicamente e o próximo encontro já está marcado para terça-feira, 12 de julho, às 19:00, no Casarão. Para os artistas, o momento ainda não é de comemoração, mas de mobilização.

 

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