Este Sábado…

A imagem pode conter: 3 pessoas, texto
MoDive-Se

O Casaré do Centro Cultural Casarão todo mundo já conhece. Agora ele recebe mais cores, dedicando-se a números que celebrem a diversidade sexual e a igualdade.
A apresentação fica por conta da Kara Catharina. Números de Eclipse Cultura e ArteJaqueline RamirezFamilia Burg e Marilia Ennes.

Entrada gratuita.  (A distribuição de senhas no local começa uma hora antes do evento). 

Artes Integradas
Casaré da Diversidade
29/06/2019 – 20 horas
Centro Cultural Casarão – R. Maria Ribeiro Sampaio Reginato, S/N – Barão Geraldo
O tradicional Casaré (Cabaré do Casarão) é um espetáculo de variedades com números de circo, dança, teatro, música… Há espaço para apresentações de trabalhos já consagrados e também para experimentação de novas criações. Em junho, a proposta ganha mais cores, dedicando-se a números que celebrem a diversidade sexual e a igualdade.

Após a apresentação será passado chapéu para arrecadação de valores para manutenção do espaço.

Este Sábado, CIA ECLIPSE CULTURA E ARTE – 16 anos de trabalhos e pesquisas em danças urbanas

opera 1

 

estreia 22/6 sábado, 19:30h, Casarão de Barão, Barão Geraldo 
ingresso no chapéu.
Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, e Cia Eclipse apresentam:
Ó𝐏𝐄𝐑𝐀 𝐃𝐎𝐒 𝐓𝐑Ê𝐒 𝐑É𝐈𝐒
Livre adaptação da obra “A ópera dos três vinténs” (Berlim-1928), do notório dramaturgo alemão Bertolt Brecht, o espetáculo “Ópera dos três réis” da Cia Eclipse Cultura e Arte (Campinas-SP) apresenta uma reflexão crítica sobre a atualidade dos temas abordados por Brecht em nosso contexto brasileiro contemporâneo. Escancarando a honestidade humana em uma estruturação social falha, corrupta e desigual, o espetáculo apresenta uma relação inédita do teatro com as danças-urbanas em uma potente experimentação da relação da obra dramatúrgica com a própria vida dos bailarinos-atores na atualidade de nosso país desenhada em seus corpos.

CIA ECLIPSE CULTURA E ARTE

16 anos de trabalhos e pesquisas em danças urbanas

A Cia. Eclipse Cultura e Arte criada em 2002 na cidade de Campinas-SP, tem sido premiada nacional e internacionalmente. Hoje realiza pesquisas artísticas e culturais para criação de peças artísticas, espetáculos, performances, intervenções e cursos. Por meio dos diferentes estilos de danças urbanas ligadas a Cultura Hip Hop – nossa especialidade – enriquecidos com técnicas de dança-teatro, ginásticaacrobática, circo, entre outras linguagens que contribuem com o projeto proposto.

No ano de 2018 circulamos em diferentes cidades do interior paulista o espetáculo ‘Côncavo e Convexo’ e fomos premiados no edital Proac para montagem do novo trabalho intitulado ‘Ópera dos Três Vinténs’ inspirado na obra de Bertolt Brecht.

Em 2017 circulamos em diferentes cidades do interior paulista a intervenção ‘3 ao Quadrado’ pelo Circuito SESC de Artes, e participamos da Bienal SESC de Dança em Campinas-SP com ponto de encontro ‘Soul Urbano’. Na Rede SESI já participamos de editais locais com diferentes trabalhos, do projeto SESI Arte Educação com o espetáculo ‘Dança de Rua e suas faces’ e na viagem teatral com espetáculo ‘Impermanência’.

A companhia foi atração artística, através da FUNARTE e Ministério da Cultura, na Copa do Mundo no Brasil (2014) em Salvador-BA com o espetáculo ‘Dança de Rua e suas faces’ e nas Olimpíadas do Rio (2016), Rio de Janeiro-RJ, com o

espetáculo ‘Impermanência’ e organizando também uma edição especial do festival de dança urbana ‘Battle Brazil’ nos jogos olímpicos (www.battlebrazil.com.br).

Desde 1999, a companhia organiza o ‘Campinas Street Dance Festival’, não- competitivo, atualmente presente no calendário municipal da cidade de Campinas-SP. O festival teve desdobramentos criando o ‘Fórum da Dança Urbana’ e sua ramificação competitiva ‘Battle Brazil’. Em 2007 iniciamos a parceria com a ‘Battle Of The Year Worldwide’ o mais tradicional e relevante encontro de Breaking do mundo, com sede na Alemanha, com uma rede de contatos mundiais na cena B.Boying/BGirling na qual estamos imersos.

Na produção de conteúdos artísticos-culturais, a companhia lançou o livro‘Dança de Rua’ pela editora Átomo, um dos principais do gênero no país. Já realizou intercâmbios artístico-culturais-educacionais com a “New York University” e “Columbia University” em New York (EUA). E no momento apoia e participa diretamente das pesquisas de doutorado de um dos seus diretores, no Instituto de Artes da Unicamp.

Fome.doc – Kiwi Companhia de Teatro dia 23, Domingo

Fome.doc – Kiwi Companhia de Teatro
  
Data:  23 de junho – Domingo – 19h
Local: Centro Cultural Casarão do Barão
Endereço: Rua Maria Ribeiro Sampaio Reginato S/N
Barão Geraldo-Campinas – CEP 13085-608
Fone: (19) 3287-6800
Indicação: acima de 14 anos
Ingressos gratuitos
Obs.: Após a apresentação haverá um breve bate papo com o público presente e equipe de criação da Kiwi.
Fome .doc é a mais nova criação da Kiwi Companhia de Teatro.
A Kiwi surgiu em 1996 e um dos objetivos do grupo responde à necessidade de, simultaneamente, fazer e pensar o teatro, contribuindo para a construção de pensamento crítico a respeito da sociedade brasileira.
Fome.doc é um trabalho cênico inspirado nas técnicas e princípios do teatro documentário que discute, sob diferentes ângulos, a fome no mundo. Da fisiologia humana à Glauber Rocha, de Oscar Wilde à João Cabral, da Palestina ao Sudão do Sul, de Beethoven ao rock, do agronegócio ao MST, a montagem apresenta um panorama de processos sociais que revelam a desumanização, para assim vislumbrar o seu possível contrário.

O projeto artístico Fome.doc foi apoiado pela Lei de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo. O trabalho cênico estreou em julho de 2017, no Centro Cultural São Paulo e realizou uma segunda temporada no Galpão do Folias em outubro do mesmo ano. Para esta circulação pelo estado de São Paulo, o trabalho conta com o apoio do edital PROAC de circulação de espetáculos.

Encenação e projeto
Alguns acontecimentos são capazes de redefinir a experiência humana. A densidade e a violência a eles relacionados marcam de forma definitiva a história. Quatro destes acontecimentos compõem a coluna vertebral da montagem: o extermínio de indígenas no continente americano, os três séculos e meio de escravidão no Brasil, o holocausto judeu na Europa e as novas formas de colonialismo no Oriente Médio, América Latina e África.

Associados a eles, discutimos diversos aspectos relacionados à terra e a produção de alimentos (soberania alimentar, agroecologia, concentração fundiária, agronegócio), além de alargar a discussão para o campo poético através de referências à obra de Franz Kafka, Shakespeare, Beethoven, João Cabral de Melo Neto, Mahmud Darwich, Graciliano Ramos e Carolina Maria de Jesus, entre outros. Um rico material iconográfico e audiovisual foi pesquisado
e incorporado através de releituras, recriações e recontextualizações.

Assim, ao documentar a fome – inspirado pelas contribuições históricas e contemporâneas do teatro documentário – o projeto apresenta perspectivas e formas diversas. Trata-se da fome que extermina – e o século 21 continua fornecendo muitos exemplos -, e também da fome que, diante das misérias, aponta para a luta por dignidade, beleza, verdade e justiça. As estratégias cênicas, que incluem música ao vivo e uma curta exibição de imagens, vão do
registro claramente narrativo à insinuação dramática, passando pela farsa e pelo burlesco.

Sobre alguns autores e autoras utilizados em FOME.DOC
A pesquisa empreendida pela Kiwi Companhia de Teatro em Fome.doc compreende a leitura de autores e autoras das mais diversas nacionalidades e vertentes. Um dos escritores sobre o qual o grupo se debruçou foi o frade dominicano Bartolomé de las Casas, que registrou em 1542 (a primeira publicação data de 1552) uma das mais contundentes denúncias sobre as violências cometidas pelos conquistadores europeus contra os indígenas do
chamado novo mundo. Brevíssima relação da destruição das Índias é, ainda hoje, um documento incontornável para compreender o processo de invasão e colonização das Américas.

Outro autor importante no processo de investigação foi o escritor italiano Primo Levi (1919-1989), sobrevivente de Auschwitz, que publicou em 1947 um dos mais importantes relatos sobre a vida nos campos de concentração e o extermínio de judeus, o livro É isto um homem?. A obra é também uma reflexão poética e filosófica sobre a desumanização e a sobrevivência em situações extremas. Poucos anos depois, em 1950, o martiniquês Aimé Césaire (1913- 2008) publicou Discurso sobre o colonialismo. No texto, o escritor denuncia a violência europeia que se escondia sob o manto da “civilização ocidental”.

Do mesmo modo, fizeram parte do material de trabalho, textos da escritora brasileira Carolina Maria de Jesus (1914-1977), conhecida internacionalmente pela obra Quarto de despejo – Diário de uma favelada (publicada em 1960), e do poeta Mahmud Darwich, morto em 2008, considerado o poeta nacional da Palestina.

Vários outros autores e autoras serviram de inspiração direta para a
montagem, entre eles: Franz Kafka (Um artista da fome), William Shakespeare (prefácio de Henrique V), João Cabral de Melo Neto (poemas de O cão sem plumas).

Também serviu como material dramatúrgico para a montagem as Novas Cartas Políticas de Erasmo, missivas endereçadas ao imperador Pedro II e publicadas anonimamente na imprensa carioca na década de 1860. O autor era José de Alencar, conhecido romancista que defendia posições a favor da manutenção da escravidão no Brasil.

Ficha Técnica
Roteiro e direção geral: Fernando Kinas
Elenco: Fernanda Azevedo e Renan Rovida
Direção musical: Eduardo Contrera

Músico Execução ao Vivo: Rafael Elfe
Iluminação: Aline Santini
Cenário: Márcia Moon
Figurino: Madalena Machado
Assistência e operação de luz e som: Clébio Souza (Dedê)
Edição de imagens: Luiz Gustavo Cruz
Confecção de marionetes: Celso Ohi
Preparação vocal: Roberto Moura
Vozes gravadas: Marilza Batista e Félix Sánchez
Programação visual: Camila Lisboa (Casa 36)
Fotografia: Filipe Vianna
Cenotécnico: Lázaro Batista Ferreira
Produção: Luiz Nunes e Daniela Embón
Realização: Kiwi Companhia de Teatro
Classificação Indicativa: 14 anos
Sobre a Kiwi Companhia: www.kiwiciadeteatro.com.br